ARTIGOS DOUTRINÁRIOS

Título: A MAGIA E A UMBANDA

A magia é a capacidade de dirigir vibrações para um fim específico, de acordo com uma vontade fixa. E na Umbanda, ela está largamente presente. Não foi à toa que Zélio de Moraes interrompeu o início daquela sessão espírita com as palavras “Falta uma flor nesta mesa". Nossa religião usa sim os mais diversos recursos energéticos para auxiliar os seus filhos.

São as entidades os grandes conhecedores dos complexos mecanismos magísticos. Por trás de cada ação realizada, como, por exemplo, o estalar de dedos, a baforada de um charuto, o bater das pernas, assobios, entre outros, há uma energia sendo manipulada em benefício do consulente. Por esta razão, não é qualquer um que pode ser guia nas falanges da Umbanda; somente aqueles que dominam a magia natural.

Por mais que os médiuns possam aprender alguns rituais simples, fórmulas, rezas antigas, firmezas, técnicas de meditação e mentalização, etc., não podemos esquecer que, na Umbanda, os protagonista são os seus falangeiros. São eles os verdadeiros magos. Ainda que nós sejamos também espíritos imortais dotados de potencial ilimitados, estamos há muitas encarnações de distância dos guias.

Observamos, infelizmente, muitos se autodeclararem magos mais para alimentar o ego do que por qualquer outro motivo. Tudo bem se sua doutrina não condena a vaidade e o orgulho; no entanto, na Umbanda, a humildade é um dos valores maiores. Do que adianta desenvolver uma série de dons e habilidades, se eles não estiverem associados a uma prática regular de benefício ao próximo?

Na Umbanda, a magia se expressa na simplicidade de seus ritos. Em um banho, numa vale acesa, num ponto bem cantado, no toque dos tambores, na defumação, num oferenda, entre tantos outras expressões de nosso amor aos Orixás, está presente a magia. Por meio de seus fundamentos ancestrais, o axé circula no terreiro e é distribuído a todos que precisam.

Tudo o que existe é vibração e expressão de energia. A magia não burla as leis da natureza; ela é apenas uma parte da realidade que a ciência oficial ainda não reconhece. Mas todos as suas técnicas consistem em aplicações de princípios que regem todo o universo. No entanto, é necessário cautela ante o fascínio que provoca nas pessoas. Não a encare como uma solução fácil para os problemas da vida; isto não existe. E sim como mais uma ferramenta divina à nossa disposição.

Saravá a todos!


Escrito por @umbandacomsimplicidade/ Diego Paiva Pimentel







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