Ainda que apresente algumas influências cristãs, a Umbanda não adota a ideia de pecado. Entretanto, muitos de nós guardam este conceito arraigado no seu inconsciente, o que resulta em comportamentos auto sabotadores. Procuremos, neste texto, trazer luz a esta ideia e outras formas mais saudáveis de encarar a vida.
Esqueça a imagem de um Deus punitivo, a fiscalizar a conduta de cada um, para depois condená-lo à felicidade ou sofrimento eternos. Não estamos neste planeta para sermos testados, não há um conjunto de leis pré-escritas para classificar nosso comportamento e nos salvar. A Terra, onde as forças divinas dos Orixás se expressam na natureza, é a nossa morado atual. Nela, todo tipo de vida é possível de acordo com nossas ações individuais e, principalmente, coletivas.
Não existe perfeição. Em cada ser humano, há um conjunto de características que são avaliadas positiva ou negativamente de acordo com a cultura que o observa. Recebemos, contudo, de nossas ancestrais, das entidades e dos saberes disponíveis ampla sabedoria. Se forem seguidas e internalizadas, possibilitarão um convívio melhor entre nós, com o planeta, com nós mesmos e com o sagrado.
Abandonemos aquela concepção deturpada dos humanos como seres sujo, contaminados, tão influenciada por outros cultos. É claro que a perversidade e violência está presente na humanidade, porém nossa essência pode ser compreendida para muito além da oposição pecado-santidade. Nossos corpos, almas e espíritos são divinos.
Não encarnamos para sofrer, nem pagar “carma”. É possível, com excelência, evoluir na alegria. A Umbanda não usa do medo para dominar. Mais do que se preocupar em não cometer pecado, procure exercer os ensinamentos transmitidos pela espiritualidade. E o principal deles é o bom caráter. Para vivenciar este valor, não há necessidade dos sentimentos de culpa, vergonha ou remorso. Apenas plante bons frutos.
Saravá a todos!
Escrito por @umbandacomsimplicidade/ Diego Paiva Pimentel
Associação do Movimento Espiritualista Morimbatá - AMEM