Cada ser tem a estrutura física adequada às suas necessidades evolutivas. Assim é que o urubu, por exemplo, consegue retirar da carne em estado de putrefação o conteúdo alimentar necessário ao seu sustento sem se contaminar com os decompositores ali instalados. Assim também acontece com os animais ferozes, cujo sistema nervoso suporta as descargas elétricas da sua agressividade, sem nenhum dano físico.
Quanto aos seres humanos no estágio evolutivo em que se encontram os Espíritos medianos da Terra, o sistema nervoso não é adequado para suportar as micro descargas elétricas de voltagem superior àquela para as quais foram programados os condutos nervosos.
A pessoa agressiva ou irritadiça está continuamente sobrecarregando seu sistema nervoso com uma voltagem acima da suportável e, com isso, danificando os condutos e, igualmente, os órgãos por eles comandados.
O sistema nervoso administra, sob o comando centralizado no cérebro e órgãos anexos, toda a máquina física, esta que tem sua cabine de controle no próprio Espírito, ligado ao corpo pelo períspirito.
É preciso que os encarnados saibam controlar sua agressividade e irritabilidade, pois, em caso contrário, muitos males físicos e psíquicos advirão.
Atualmente, vivendo em regime de quase constante alerta, devido ao estilo de vida altamente competitivo e onde a violência ronda a vida de milhões de pessoas, sobretudo nas grandes cidades, o sistema nervoso de muitos seres encarnados corre o risco de colapso: daí a quantidade alarmante de pessoas dependentes dos ansiolíticos, antidepressivos e outros medicamentos semelhantes.
Cada um deve procurar viver pacificamente, em harmonia com os demais seres da Natureza, inclusive os seres humanos, nunca adotando atitudes agressivas, que não se justificam, também não se impacientando, pois a paciência é uma das virtudes mais importantes, e nem adotando a irritabilidade.
Agressividade é sinônimo de primitivismo, pois caracteriza os animais ferozes, não sendo característica dos animais pacíficos, esses que estão mais próximos do ingresso na fase hominal.
A agressividade, entre alguns tipos de animais, é um meio de conseguirem o de que necessitam para sua sobrevivência, mas, quanto aos seres humanos, precisam, para sobreviver, de inteligência e bondade conjugadas, a primeira para trabalhar e a segunda para conviver em regime de harmonia com os semelhantes.
Não se deve proceder de forma contrária ao máximo de compreensão adquirida, pois, em caso contrário, estar-se-á negando a própria inteligência, sem se falar nas Leis Divinas, que Jesus resumiu no “Amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.”
Ninguém precisa ser agressivo para sobreviver no mundo terreno, pois até para se defender da agressividade alheia há meios adequados, civilizados, inteligentes.
Jesus, o Modelo para os habitantes da Terra, nunca foi agressivo. Seus discípulos mais graduados agem de forma pacífica, sendo que Mohandas Gandhi exemplificou sempre a não-violência, o mesmo fazendo Martin Luther King e outros grandes missionários da Paz.
Capítulo do livro A Cura do Corpo e do Espírito
Irmão José
Luiz Guilherme Marques (médium)
Associação do Movimento Espiritualista Morimbatá - AMEM