Ontem, dia 23 de abril, foi dia de Ogum, para quem caminha com a Umbanda, sincretizado com São Jorge da Capadócia, da Igreja Católica.
Ogunhe é a saudação tradicional ao Orixá Ogum. Ela vem do Yorubá Ogunye (ogum ié) que quer dizer Ogum está vivo, ou Salve Ogum. Esta expressão foi trazida pelos nossos ancestrais africanos, escravizados, que cultuavam Ogum em seus Terreiros de Nação, nos candomblés, e mais tarde na Umbanda. Era dita em rituais, em momentos de chamada do Orixá, ou para firmar força e presença. Dizer Ogunhé é uma forma de afirmar que Ogum está vivo na fé, na coragem, no corte certo.
Ogum é nosso Guerreiro Protetor. Ogum não é só espada, nem guerra. É ordem, é direcionamento, é justiça vibracional. É ele quem abre os caminhos quando tudo parece travado. É ele quem firma o passo quando a mente vacila. É o Orixá que nos ensina que fé sem ação é só discurso. Dizem que temos que matar um dragão por dia, não é mesmo.
Todos temos nossos dragões internos e externos. E se a batalha for justa, peça seu auxílio, com propósito claro, e nunca lutará sozinho. Peça força para manter sua retidão, coragem para fazer o que precisa ser feito, e sabedoria para não brigar por vaidade. Ogum não luta por raiva. Luta por verdade, e pelo Amor.
Que sua espada corte os excessos, e sua luz me abra os caminhos.
Nunca ficará sem resposta àquele que nele crê… Ogunhê meu Pai!
Eu andarei vestido e armado com as armas de Ogum para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Associação do Movimento Espiritualista Morimbatá - AMEM