É comum chegarem aos templos pessoas extremamente deprimidas, adoentadas ou desesperadas por não encontrar em nenhum outro lugar o remédio para seus males. Em todos os locais foram deixando sua história de vida registrada, acrescida de decepção e gastos financeiros além da conta.
Pagaram dízimos e oferendas em busca de milagres e tentando terceirizar a solução de seus problemas, ou de sua suposta má sorte.
Alguns, ao marcar sua consulta, pedem uma entidade “que seja bem forte”. As vezes nos perguntamos: Forte de tamanho ou de energia? Na verdade, para nós este tipo de argumento não existe. Outros necessitam vivenciar o “fenômeno da incorporação” para que sua fé tenha fundamento. “Imagina eu acreditar em guia que fica mandando rezar e mudar a maneira de pensar e agir!”
Ao chegarem, ajoelham-se em frente a entidade, e dedilham o rosário de reclamações, tentando convencer que a culpa de todas as suas desgraças é de todo mundo, menos de si mesmos.
E então, com sua simplicidade e sem fazer uso de um amontoado de materiais, o guia de Luz o acolhe com todo amor. Com suas mandingas, faz a limpeza do lixo energético acumulado de muito tempo. Não promete milagres, mas pede, gentilmente, uma gradual reforma intima com a mudança na maneira de pensar e agir. Aconselha e orienta. Pede e não manda. Assim são os trabalhos na Umbanda. Simples, porém perigosa para quem a utiliza de maneira inadequada.
É nosso o Livre Arbítrio, e somos nós os únicos responsáveis por nossa caminhada, por nossos erros ou acertos, por aprender ou permanecer na ignorância. E fazendo uso de um “bem bolado clichê”, O mundo espiritual não nos dá o peixe, descamado e frito, mas sim, nos ensina a pescar. Vai de cada um decidir continuar dando murros em ponta de faca, ou recalcular a rota, recomeçar, e reescrever seu livro da vida.
Associação do Movimento Espiritualista Morimbatá - AMEM