Ser umbandista, não é apenas vestir branco num dia de trabalho, ou bater cabeça diante do Conga.
Ser umbandista...é sentir a fé pulsando no peito, mesmo quando a vida pesa.
É acreditar que existe algo maior, guiando cada passo – mesmo quando tudo parece escuro.
É ouvir o chamado dos guias, não só com os ouvidos, mas com a alma.
É entender que cada conselho de um preto-velho, cada canto de um caboclo cada gargalhada de uma criança, carrega uma sabedoria imensa – simples, profunda e verdadeira.
Ser umbandista.... É caminhar com humildade, sabendo que o terreiro é lugar de aprendizado, e não de vaidade.
É aprender a servir, sem esperar aplauso.
É colocar o outro no centro, e entender que a caridade, não é só doar, mas sim, se doar.
É chegar no terreiro cansado, carregado, e sair mais leve – não porque os problemas sumiram, mas porque a fé ficou mais firme.
Porque aqui, entre rezas, defumações e cantigas, o coração encontra abrigo. E a alma, encontra direção.
Ser umbandista, é confiar nos mistérios da espiritualidade, sem precisar entender tudo.
É saber que Exu, abre caminhos não só do mundo lá fora, mas dentro da gente.
Que a criança nos ensina a leveza que esquecemos...
Que o caboclo nos lembra da força que temos...
E que o preto-velho nos ensina a olhar a vida com mais calma, com mais compaixão, com mais amor.
É respeitar o tempo de cada um, a crença de cada um, a dor de cada um.
Porque quem é da Umbanda sabe: “A fé não impõe.... ela acolhe.”
Ser umbandista é carregar axé no olhar, firmeza nas palavras, e amor nos gestos.
É saber que mediunidade é compromisso.
E que espiritualidade de verdade começa no silêncio da alma...e se espalha no cuidado com o outro.
No fim, ser umbandista é ser ponte – entre o visível e o invisível, entre o sagrado e o cotidiano
É caminhar com os pés na terra e os olhos no céu, e acima de tudo, é fazer da fé um ato de amor, hoje, amanhã e todos os dias.
Associação do Movimento Espiritualista Morimbatá - AMEM